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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cantando e criando


Outro dia minha filha chegou cantando uma música e eu amei, segue a letra e um fantoche de palitos para fazer com as crianças. Achei o máximo!
Pena que não encontrei o audio dela na net, mas pode trabalhar em forma de poesia.







Aline Barcelos
2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Oficina de Texto - Descrição


Trabalhar texto descritivo com as crianças aliados a arte é a coisa mais gostosa!

Trago para vocês algumas atividades que podem ser desenvolvidas com alunos do Ensino Fundamental, podendo ser adaptadas a cada faixa etária, com grau de dificuldade particular.


Uma vez trabalhei com os alunos a música da Marisa Monte, Vilarejo, na qual a canção relata um lugar lindo de paz, de calma.
Então, os alunos ouviram a música e desenharam o lugar como imaginaram..






Vilarejo

Marisa Monte

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for




Uma outra atividade legal para trabalhar a descrição, é escolher algumas obras de arte e distribuir entre os alunos e pedir para que escrevam em um papel o que vê na obra, estando ate - nto as formas, cores, objetos e depois em dupla um vai ler para o outro a descrição da obra para que o outro desenhe.

Fica a dica as obras da Tarsila do Amaral, pintora modernista ou Salvador Dali, pintor surrealista, que possuem obras cheias de detalhes..


Leões e Cordeiros: Salvador Dalí


Abapouru - Tarsila do Amaral




Aline Barcelos

2014




segunda-feira, 5 de março de 2012

Ordem alfabética

Trabalhei com lista da sala, primeiramente, onde eles localizaram o nome, o nome dos colegas. Pintaram e contaram os nomes iniciados por vogais, depois por consoantes.
Foi ressaltado o uso da letra maiúscula e minúscula.
O traçado das letras cursivas, letra por letra.
E para fixar, algumas atividades a seguir:






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Origem do alfabeto e ordem alfabética

Origem
do



A palavra alfabeto deriva-se do grego alpha (primeira letra do alfabeto grego) e beta (segunda letra do mesmo alfabeto).
Para ficar fácil a compreensão, é resumidamente um conjunto de sinais gráficos que juntos podem formar uma imensidão de palavras.
Os sinais, em geral, recebem o nome de letra. O som que elas representam recebe o nome de fomena.
Crê-se que o alfabeto grego, o que deu origem ao nosso alfabeto, deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semérico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais

Sinais representando vogais não eram originalmente utilizados em alfabetos semitas. Nas antigas famílias de escrita semitas ocidentais (fenício, hebraico, moabita etc.), uma letra sempre representou uma consoante, em associação com uma vogal indeterminada ou sem vogal. Isso não reduz a legibilidade, porque as palavras de línguas semíticas são baseadas em raízes triliterais que fazem sentido claro com apenas as consoantes presentes, sendo as vogais claras a partir do contexto. Em contrapartida, o grego é uma língua indo-europeia, e, portanto, as diferentes vogais fazem enormes diferenças de significados. Assim, o alfabeto grego dividiu as letras em duas categorias, consoantes ("coisas que soam bem") e vogais, onde as consoantes tinham sempre que ser acompanhadas de vogais para criar uma unidade pronunciável. Embora o antigo alfabeto ugarítico tivesse desenvolvido matres lectionis, ou seja, o uso de consoantes para indicar as vogais, elas nunca foram utilizadas de forma sistemática.
As primeiras vogais foram Α (alfa), Ε (epsilon), Ι (iota), Ο (ômicron), e Υ (upsilon), modificações das glóticas, faríngeas ou semivocálicas consoantes semitas que eram em sua maioria supérfluas em grego: /ʔ/ ('aleph), /h/ (he), /j/ (yod), /ʕ/ (ʿayin), e /w/ (vav), respectivamente. No leste da Grécia, onde faltava totalmente ambição, a letra Η (eta), da consoante glotal semita /ħ/ (het) também foi utilizada para a vogal longa /ɛː/ e, eventualmente, a letra Ω (ômega) foi introduzida por um longo /ɔː/. A razão para a introdução de letras que facilitavam os abertos longos e e o encontra-se na morfologia verbal da língua. O grego clássico tinha uma distinção entre indicativo e subjuntivo feita por alternância /e/ com /ɛː/ e /o/ com /ɔː/, que foi explicitada por esta inovação. As outras vogais não precisavam de uma distinção gráfica no comprimento.








Depois da leitura e conversa sobre a origem do alfabeto, trabalhamos e fizemos uma pesquisa do que vinha a ser ordem alfabética. Listamos lugares onde encontramos essa organização e a importância da mesma:



  • Lista de chamada,
  • Lista telefônica,
  • Agenda do celular;
  • Dicionário;


 Logo, trabalhamos uma poesia de José Paulo Paes, chamada Dicionário, onde define as palavras através da sua própria interpretação. Essa poesia foi transformada em música por Madan.






 (infelizmente, não achei a música no youtube para disponibilizar aqui).


Então, passamos algumas palavras na lousa que os mesmos colocaram em ordem alfabética, e logo tiveram que fazer como na música, escolher algumas palavras e pensar em uma definição.

  • Solidão
  • Saudade
  • Lembrança
  • Autorização
  • Pouco
  • Muito
  • Indecisão
  • Certeza
  • Intuição
  • Sucesso
  • Vaidade
  • Orgulho
  • Raiva
  • Tristeza
  • Alegria
  • Felicidade
  • Decepção
  • Agonia

Depois, de apresentado para a turma. Foi lida uma história mutio graciosa, chamada: Mania de Explicação, de Adriana Falcão.Onde a menina, explica da meneira dela,  também, o sentido das palavras.





MANIA DE EXPLICAÇÃO


Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Origem da escrita

Origem da escrita


O grupo foi questionado, e opiniões sobre o surgimento da escrita foram levantadas.
 E assim, assistimos os dois vídeos a seguir, que fala sobre a evolução da escrita e o segundo, sobre os primeiros registros da humanidade.


Início da escrita, arte rupestre.
 
A Depois, trabalhamos o texto ã seguir focando os pictogramas

anda junto com o desenvolvimento da civilização. Alguns dizem que a origem da escrita foi há 50.000 anos de nossa era (com incisões em pedra ou osso) e em 30.000 anos antes da nossa era (figuras gravadas ou pintadas). Os pictogramas constituem a primeira grande
invenção do homem no domínio da escrita.
Outros estudiosos pensam de forma diferente. Eles registram a escrita suméria como a mais antiga, levando em conta seu caráter de escrita e não de pintura. Esta cultura antiga da Mesopotâmia, a dos sumérios, criou as primeiras cidades.

A dos pictogramas, arcaica e figurativa, que representa do conteúdo da língua;




Confeccionamos utlizando caixas de sapato, areia e tinta, pictogramas/ pinturas rupetres.
Um trabalho, muito gostoso de fazer e o resultado ficou muito lindo.




Depois, contruimos um pictograma da sala.
Alguns alunos foram sorteados, e fizeram um pictograma para representar aquele substantivo.
E todos os outros, copiaram.


O trabalho seguinte, foi construir frases, utilizando tais desenhos.


Os egípcios, anos depois, desenvolveram a escrita hieroglífica, constituída de belos sinais encontrados em seus túmulos, pirâmides, etc. Eles registraram textos religiosos e documentos importantes em papiros.



Fizemos os papiros.
Para confeccionar os mesmos, utilzamos gaze, uma mistura de café, cola e água e papel cartão.
Colamos faixas de gaze no papel cartão, usando a mistura feita.
Depois de seco, desenhamos nos papiros figuras e simbolos egípcios.




ORIGEM DO PAPEL 

Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, as representações gráficas foram se tornando cada vez mais complexas, passando desse modo a significar ideias. Este desenvolvimento, ao permitir, também, um crescente domínio dessas circunstâncias através de utensílios por ele criado, levou o homem a desenvolver suportes mais adequados para as representações gráficas. Com esta finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente, papel.
A maioria dos historiadores concorda em atribuir a Cai Lun (ou Ts'ai Lun) da China a primazia de ter feito papel por meio da polpação de redes de pesca e trapos, e mais tarde usando fibras vegetais. Este processo consistia num cozimento forte das fibras, após o que eram batidas e esmagadas. A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação de madeira. Conseguia-se formar a folha celulósica sobre este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certa quantidade da dispersão sobre o molde ou peneira. Procedia-se a secagem da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, o que permite, até mesmo, compará-los ao papel feito atualmente. (wikipédia)




Trabalhamos assim, os IDEOGRAMAS:
Os ideogramas, são sinais que representam de modo mais ou menos simbólico o significado das palavras;


Ideogramas Japoneses

E assim, fizemos, a representação dessa escrita.Utilizando, tinta preta e pincel.








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quinta-feira, 10 de março de 2011

Poesia




Poesia é pura arte. É a linguagem escrita da alma, da arte, da pintura, da música. Vida sem poesia é vida vazia, sem valor, sem valsa, sem compasso.
Adoro trabalhar poesias com as crianças.
Que tal começar o trabalho com os pequenos utilizando a poesia Convite , de Jósé Paulo Paes?




Como poesia é brincar com palavras, Acróstico é uma forma de poesia que ilustra bem essa diversão.
E é fácil para ser trabalhado em qualquer série.

ACRÓSTICOS


Começar com o nome dos alunos, de animas, brincadeiras, é algo próximo deles. E divertido também!


Com os pequenos não alfabetizados, peçam para eles desenhar uma figura para cada letra do nome, trabalhando assim o som das letras, gostos pessoais, identidade.


 "A poesia, atualmente,
talvez tenha mais a nos ensinar do que as ciências econômicas,
as ciências humanas e a psicanálise reunidas"
Felix Guattari

Deixo algumas sugestões de atividades com Poesias do Vinicius de Moraes, que elaborei e trabalhei com meus alunos de 1º ano.










domingo, 18 de abril de 2010

Parlendas

"Uma forma literária tradicional, rimada com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida. Usada, em muitas ocasiões, para brincadeiras populares. Normalmente é uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. 
Algumas vezes, é chamada de trava-línguas, quando é repetida de forma rápida ou várias vezes seguidas, provocando um problema de dicção ou paralisia da língua, que diverte os ouvintes. Assim, pede-se a alguém que repita uma parlenda, em prosa ou verso, de forma rápida - "fale bem depressa" - "diga correndo" - ou que a repita várias vezes seguidas - "repita três vezes".
As parlendas não são cantadas e, sim, declamadas em forma de texto, estabelecendo-se como base a acentuação verbal.
Os portugueses denominam as parlendas cantilenas ou lengalengas. Na literatura oral é um dos entendimentos iniciais para a criança e uma das fórmulas verbais que ficam, indeléveis, na memória adulta

wikipédia

Uma coisa que alegra crianças de várias idades são as Parlendas.
Trouxe primeiramente a definição do que são as parlendas. É muito importante permear nosso trabalho.
De acordo com a idade, também apresentar o significado para os aluno.

Quando trabalhei as parlendas, primeiro, reuni os alunos em roda e recitamos alguns versos conhecidos. Muitos participaram, quem não conhecia, depois de um tempo passou a se familiarizar. Todo dia em algum momento da aula recitavamos as parlendas.

Existe muitas formas de trabalhar com parlendas. Pode se trabalhar com o texto, lacunar para os alunos completarem com o que falta. Também, fazer produção coletiva, pedindo para que todos escrevam e depois reproduzi-la na lousa e trabalhar a estrutura, etc.

Preferi desta vez ilustrar algumas parlendas:

Trago algumas sugestões:

A parlenda dos dedos, pedi para eles traçarem e recortarem o contorno de uma das mãos. E em cada dedinho escrever um trecho da parlenda. Colamos apenas a palma da mão na folha e deixamos os dedinhos soltos, e fechados. Conforme recitamos a parlenda, fomos abrindo os dedinhos.
Eles amaram!!!





Com a parlenda "Um, dois feijão com arroz", os alunos ilustraram as partes como quiseram.



Pode-se trabalhar também, dependendo da série e do objetivo número e quantidade com essa parlenda.


 Com a parlenda "Cadê o toucinho?",  pedi para os alunos desenhar e pintar cada trecho da historinha.



 
(Júlia Beatriz - 8 anos)

E depois fizemos um livrinho sanfonado. Em cada folha uma parte da parlenda foi escrita, e depois dobrada em zigue-zague.

Outra parlenda que fizemos, foi  "Hoje é Domingo". Dei papel colorido para eles, e pedi para que eles com recorte e colagem fizessem a ilustração.





 Achei esse vídeo no youtube.
Quem quiser, fica a sugestão.